O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) prestou apoio operacional à Operação Duas Caras, deflagrada nesta quinta-feira (7) pelo GAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A investigação tem como alvo um esquema bilionário de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão de uma organização social na área da saúde.
Segundo o Ministério Público, os desvios de recursos públicos podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão.
No Rio Grande do Sul, a operação teve desdobramentos em Carazinho, onde foram cumpridos um mandado de busca e apreensão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e um mandado de busca pessoal contra a administradora da unidade.
Ao todo, mais de uma centena de mandados judiciais foram expedidos, incluindo 12 de prisão temporária, ordens de busca e apreensão, afastamento de dirigentes e indisponibilidade de bens.
As diligências ocorreram também em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina.
Conforme o GAECO paulista, a organização criminosa mantinha um “departamento extraoficial” para diversas finalidades ilícitas, como contabilidade paralela e o pagamento de vantagens indevidas para fortalecer o lobby e assegurar contratos de gestão financiados com recursos públicos.
Além dos prejuízos aos cofres públicos, a atuação fraudulenta teria causado impactos graves nos serviços de saúde, com relatos de mortes em unidades sob administração da organização e um grande volume de ações trabalhistas.







