Dupla natural de Passo Fundo foi capturada após perseguição policial; vítima perdeu cerca de R$ 40 mil e foi mantida sob controle dos criminosos durante a fuga.
Dois homens naturais de Passo Fundo foram presos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, após participação em uma tentativa de golpe do bilhete premiado que terminou em sequestro relâmpago. A vítima foi uma servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizaram o tradicional golpe do bilhete premiado, prática criminosa que há décadas faz vítimas em diversas regiões do país. Um dos envolvidos se apresentava como um idoso que afirmava possuir um suposto bilhete premiado no valor de R$ 8 milhões, mas alegava não poder retirar o prêmio por motivos religiosos.
O segundo suspeito atuava como comparsa e tinha a função de dar credibilidade à fraude. Juntos, os criminosos convenceram a aposentada de que o prêmio era verdadeiro e que ela poderia obter vantagem financeira ao participar da negociação.
A vítima acabou entregando aproximadamente R$ 40 mil entre dinheiro em espécie e moeda estrangeira. Na sequência, os golpistas tentaram levá-la até uma agência bancária para contratar um empréstimo em seu nome.
A movimentação chamou a atenção de funcionários da instituição financeira, que acionaram a segurança do Tribunal de Justiça. A partir das informações recebidas, policiais militares passaram a monitorar a situação e tentaram abordar os suspeitos.
Ao perceberem a presença policial, os criminosos obrigaram a vítima a retornar ao veículo e iniciaram uma fuga pelas ruas da capital sul-mato-grossense. Durante a perseguição, os policiais efetuaram disparos contra os pneus do automóvel, mas os suspeitos continuaram tentando escapar.
O carro foi abandonado na região do Parque dos Poderes. Em seguida, a dupla tentou fugir por uma área de mata. Com apoio de equipes especializadas, incluindo efetivos do Batalhão de Choque, Bope e drones, os suspeitos foram localizados e presos. A vítima foi resgatada sem ferimentos.
Segundo a polícia, os investigados atuavam de forma organizada, com funções previamente definidas para dar aparência de legitimidade ao golpe. O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), que busca identificar possíveis integrantes de uma quadrilha interestadual.
As investigações apontam que a dupla possuía experiência nesse tipo de crime e utilizava técnicas de manipulação para convencer as vítimas. A prisão encerra a ação criminosa, mas a polícia continua apurando a participação de outros envolvidos e a possível atuação do grupo em diferentes estados brasileiros.
















