Ação da Polícia Federal mira o esquema de de venda de decisões no STJ

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14) a quinta fase da Operação Sisamnes, com foco em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro supostamente utilizado para dissimular a origem ilícita de propinas ligadas a negociações envolvendo agentes públicos.

Entre os alvos estão empresários, operadores financeiros e casas de câmbio, utilizados para ocultar a movimentação dos recursos.

A PF identificou uma “rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro” montada para dificultar a associação entre os corruptores e os servidores públicos corrompidos.

Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 20 milhões em bens. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigados estão proibidos de deixar o país.

A operação mira os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, e atuação no mercado de câmbio clandestino.

Na segunda-feira (13), a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão de Andreson de Oliveira Gonçalves, lobista apontado como pivô do escândalo de venda de sentenças judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), como revelou a colunista Malu Gaspar.

Em março, uma outra fase da Operação Sisamnes investigou obstrução de Justiça, corrupção e violação de sigilo profissional, relacionada ao vazamento de informações sigilosas do STJ.

A PF descobriu uma rede clandestina de monitoramento e negociação de acesso privilegiado a dados sensíveis, com o objetivo de atrapalhar investigações da corporação baseadas em decisões do tribunal.

Mensagens apreendidas mostram a atuação de assessores ligados a gabinetes de três ministros do STJ. Os ministros não são investigados, segundo informou a Polícia Federal.

Foto: Divulgação / Polícia Federal

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