A Operação Phantom, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) e com apoio de diversas forças de segurança, desarticulou uma quadrilha especializada em extorsões contra empresários.
Os criminosos se passavam por policiais e parentes de supostas vítimas para coagir suas presas a realizarem transferências bancárias.
A investigação teve início em 2021 e foi conduzida pelo delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI/PCMT), Gustavo Godoy Alevado.
Após a identificação dos suspeitos no Rio Grande do Sul, foi solicitado apoio operacional à Polícia Civil gaúcha, por meio do delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos e Defraudações (DRCID/PCRS).
A operação contou com o suporte da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), de efetivos da 6ª e 8ª Região Policial da PCRS, da Divisão de Investigação Criminal de Itajaí (PCSC) e da Polícia Penal do Rio Grande do Sul.
O golpe e suas táticas
Os criminosos utilizavam perfis falsos nas redes sociais, geralmente com fotos de jovens atraentes, para atrair as vítimas.
Após estabelecerem contato e trocarem imagens íntimas, outro membro da quadrilha entrava em cena, se passando por policial ou parente da suposta jovem, alegando que ela era menor de idade.
A partir daí, os criminosos ameaçavam expor as vítimas ou envolvê-las em falsas investigações criminais, exigindo dinheiro para evitar as consequências fictícias.
Em um dos casos investigados, um empresário de Cuiabá foi coagido a transferir mais de R$ 2 milhões aos criminosos.
Com as provas reunidas, a Justiça determinou a prisão dos envolvidos, além do sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias.
Ligação com o tráfico de drogas
De acordo com o delegado João Vitor Herédia, os indivíduos presos também possuíam ligações com o tráfico de drogas na Serra Gaúcha, especialmente em Bento Gonçalves e região. “Foi necessário um planejamento operacional detalhado, com apoio da CORE, de unidades regionais da Polícia Civil e da Polícia Penal, para cumprir ordens judiciais em presídios da região”, explicou.
O delegado titular da DRCI/PCMT, Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, ressaltou a importância da operação: “A Operação Phantom representa um marco no combate a organizações criminosas que utilizam a intimidação e o uso indevido da identidade policial para extorquir cidadãos.
O sucesso desta ação só foi possível graças à cooperação entre as polícias civis de diferentes estados, reforçando o compromisso das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.”
A Polícia Civil reforça a orientação para que vítimas de extorsão ou fraudes denunciem imediatamente às autoridades.