A Brigada Militar salvou 168 mulheres vítimas de tentativas de feminicídio no Rio Grande do Sul entre janeiro e setembro de 2026. No período, foram atendidos cerca de nove mil chamados pelo telefone de emergência 190 relacionados à violência doméstica.
Além do atendimento às ocorrências, as Patrulhas Maria da Penha atuam na prevenção da violência e no acompanhamento de mulheres com Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). Atualmente, 16.041 mulheres são acompanhadas pelo programa no Estado.
Ocorrência em Espumoso mobilizou nove equipes
Um dos casos mais complexos registrados em outubro ocorreu em Espumoso, na área do Comando Regional de Polícia Militar Planalto. A ocorrência começou às 21h40 de sábado (3) e terminou às 2h34 de domingo (4), após a rendição do homem envolvido.
A operação mobilizou nove equipes da Brigada Militar, incluindo policiais de Espumoso, Alto Alegre, Campos Borges e Soledade, além de integrantes da Agência Local de Inteligência, do comando do 38º BPM, da Força Tática e do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
Durante as negociações, os policiais conseguiram reduzir a tensão e evitar uma intervenção imediata. Em uma das tratativas para a rendição, a esposa do homem conseguiu fugir da residência.
A mulher sofreu ferimentos graves e teve um braço fraturado. Outras três pessoas foram resgatadas do interior do imóvel, enquanto uma mulher que estava em um anexo à residência também foi retirada do local. As vítimas foram encaminhadas para atendimento médico.
Seis armas e cerca de 14 mil munições foram apreendidas
Após o controle da situação, os policiais realizaram buscas no imóvel e apreenderam seis armas de fogo: uma espingarda calibre 12, duas pistolas e três rifles calibre .22. Também foram encontradas cerca de 14 mil munições.
De Porto Alegre, outras três equipes do BOPE se deslocavam para Espumoso. O reforço incluía atiradores policiais de precisão, negociadores, uma psicóloga e uma equipe de intervenção tática.
A atuação integrada terminou com a prisão do homem, de 51 anos. A mulher vítima da tentativa de feminicídio solicitou uma Medida Protetiva de Urgência após a ocorrência.
A ação também contou com apoio da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Patrulhas Maria da Penha atuam na prevenção
A Brigada Militar mantém ações de conscientização, educação e acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas. O trabalho busca prevenir novas agressões e ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica.
Os dados divulgados pela corporação mostram a dimensão da atuação policial no enfrentamento à violência contra a mulher no Rio Grande do Sul em 2026.

















