Polícia Civil cumpre mandados, em operação de combate aos crimes rurais

Polícia Civil, cumpre buscas no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás, em operação de combate aos crimes rurais

Polícia Civil, com o apoio da SEAPI e do MAPA, cumpre buscas no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás, em operação de combate aos crimes rurais.

A Polícia Civil, através da DECRAB/Bagé, está deflagrando na manhã de hoje, 04/07/2024, a Operação Saraquá que tem por objetivo o enfrentamento dos crimes de furto, receptação e falsificação de defensivos agrícolas, estelionato, além de fraudes de documentos públicos. Ao todo, 34 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos municípios de Porto Alegre, Passo Fundo, São Borja , São Pedro do Sul, Taquari, Santo Ângelo, Palmeiras das Missões, Santa Bárbara do
Sul, Salto do Jacuí, Boa Vista do Incra, Rio Pardo, Cruz Alta, Ibirubá, Boa Vista do Cadeado, Panambi, São Sepé, Agudo, Alegrete, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, além de Bandeirantes/MS e Jataí/GO.

A Operação Saraquá visa desarticular uma
organização criminosa que atua em várias regiões do RS. Mais de 30 pessoas são investigadas pelos crimes rurais. Duas empresas também estão sendo investigadas.

As investigações tiveram início no mês de abril de 2023, após a DECRAB/Bagé identificar os autores de dois furtos de
defensivos agrícolas no município de Dom Pedrito/RS.

A sequência das investigações resultou na elucidação de vários outros furtos de defensivos agrícolas ocorridos nos municípios de Santana do Livramento, Alegrete, Rosário do Sul, São Gabriel, entre outros.

Também foram identificadas duas empresas que atuam
no ramo de venda de defensivos agrícolas e fertilizantes em Porto Alegre, Passo Fundo e Taquari.

Conforme as investigações as empresas são suspeitas de, além da receptação de produtos agrícolas furtados, atuarem na falsificação de insumos agrícolas.

As empresas, para justificar seus estoques de produtos falsos e/ou furtados, estariam fraudando compras de defensivos agrícolas de pessoas que integram o
esquema e que possuem talão de produtor. As notas eram tiradas como se fossem vendas de produtores rurais para empresa com CNPJ, o que é ilegal.

As vendas fraudulentas de defensivos agrícolas superam 1.100.000 (um milhão e cem mil) litros, o que leva a uma estimativa financeira superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais).

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI)
atuou junto com a Policia Civil durante as análises das transações comerciais ocorridas entre investigados e empresas, exercendo papel fundamental no fornecimento de informações e rastreio das vendas ilegais e fraudulentas.

Para a realização das diligências a DECRAB/Bagé contou com apoio de policiais das 3° DPRI, 4° DPRI, 5° DPRI, 6°DPRI, 9°DPRI, 13° DPRI, 14° DPRI, 16° DPRI, 19° DPRI, 21° DPRI, 26° DPRI, 28°DPRI, equipe Operação Protetores das Fronteiras e Divisas, base Pedras Altas, com também fiscais do Ministério da Agricultura – MAPA e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação – SEAPI. Fora do Estado, as buscas foram cumpridas pela DELEAGRO/MS e as Delegacias Especializadas GEIC e DEAM, petencentes à 14ª Delegacia regional de Polícia de Jataí/GO.

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